Aurélia, nascida em cinco de setembro de mil oitocentos e oitenta e sete, às dez horas da manhã na cidade de Veronéz na Lua. Aurélia era uma senhorita muito bela, digo era, pois a mesma já faleceu a muitos anos, ela era elegante, doce, serena, tranquila e de cultura muito abundante, a sua estória é muito mistériosa, meu avô que a conheceu disse-me que ela não tinha pais, não veio de nenhum seio familiar e vivia só, num comodo não chamarei de casa pois a mesma era muito pequena, com pouco mais de cinco metros quadrados, seu comodo como diz o meu avô era muito feio e sua tinta exterior já estava descascando, as telhas eram velhas e pretas, mas ela só vivia com sua pele muito bonita e bem cuidada e suas vestes muito sedosas e belas.Em Veronéz não tinham muitos habitantes, moravam lá apenas em média de umas cem pessoas, nenhuma parente de Aurélia. Ninguém a conhecia, só venerava e considerava-a a mais bonita e adorável de todas as mulheres dali, seria mais bonita do que a mais bonita que ali morava, à pouco da casa de Aurélia. Quando ela saia da sua casa, em total silêncio nem as chaves tilintavam umas nas outras, respeitavam a senhorita, fechava a velha porta ruida por cupins de tão velha que estava fisícamente, o seu estado era precário mais a dona dela, estava em perfeito estado, saia e ninguém se ouvia mais nada a não ser elogios e olhares.
Mas ninguém chamava tanto a atenção de Aurélia quanto Eduardo um simples cachorro, assim Aurélia chamava aquele cão forte e bonito, que vivia pelas ruas, sendo maltratado e chutados por todos os homens rudes daquela cidade, ele na verdade era o ser imponente de lá e não feio e velho como os homens rudes o viam. Os homens rudes quando viam que Aurélia saia de casa, perfumada e formosa levando consigo uma sacolinha que ninguém sabia de fato qual o conteúdo que carregava, quando menos se espera ela vai em direção a Eduardo, abre a sacolinha e deixa um pouco de leite e farinha para ele se alimentar, Eduardo balançava-se de felicidade, pulava como um canguru, quando viam isso, os homens sentiam vontade de matar o cão para que Aurélia podesse sentir a presença deles naquelas ruas, mas até agora nunca o fazia, apenas pensavam e falavam em mata-lo.
Um dia ela começou a catar pedras na rua e amontoar do lado do seu "comodo" depois de muito acumular as pedras, ela foi a um rio próximo buscar um pouco de barro, quando pegou o barro, não conseguiu levantar o saco que pegará, desde quando chegará na cidade nunca tinha falado com ninguém, até mesmo por falta de oportunidade e então naquele momento precisava de alguém que fosse forte e podesse lhe ajudar com todo aquele peso, encontrou um garoto, o mesmo estava pescando, ela o comprimentou e perguntou o seu nome ele se chamava Mateus, chamou Mateus para ajuda-la com aquele peso e ele aceitou, ela esperou ele ir em sua casa guardar o anzol, as iscas e dizer para a sua mãe ia ajudar uma senhorita a levar um pouco de barro até a cidade, então foram... Quando chegaram a casa de Aurélia ela pediu que acostasse o saco a parede do "comodo" pelo lado de fora da casa e deu-lhe alguns tostões como forma de agradecer e retrubuir a ajuda do menino.
Depois de conseguir os matériais para construção de uma casinha para Eduardo, começou a contruir um comodo muito menor do que o dela é claro mas que cabia o pequenino cão dentro dele, levantou as paredes do comodo com as pedras e entre elas estavam espremidos o pouco do barro trago do rio, mesmo pouco, ainda tinha sobrado outro pouco do barro, por fim acabou a construção mas esqueceu do teto, então resolveu fazer telhas de barro para sobrepor no tugúrio, conseguiu e agora acabará de vez a construção.
No outro dia foi a rua buscar Eduardo e não o encontrou. Voltou para casa muito preocupada com ele e se pôs a chorar; o dia amanheceu e ela saiu em busca de Eduardo correndo desesperada pelas ruas, perguntando a todos pelo cachorrinho, as informações a levaram a Eduardo na casa de um homem profundamente rude e bateu a porta, chamando todo momento o nome de Eduardo e ouviu o choro dele o homem abriu a porta e ela pediu que o trouxesse até ela, o homem trouxe o cãozinho o chutando ela voou em cima dele e o pegou rapidamente dizendo apenas que o homem um dia seria castigado por tudo o que fizerá, levou o Eduardo para casa e quando chegou o esquentou e deu-lhe comida, nesta noite ela dormiu com Eduardo.
O homem rude e desagradável à vista estava louco de ciúmes de Aurélia com o cãozinho. Na mesma noite resolveu não matar apenas o cão e sim Aurélia também, entrou pelo telhado do "comodo" humilde e desagradável à vista assim como ele, e em cima de Aurélia e Eduardo que no momento estavam dormindo aconchegantes, abraçados e num bom sonho pulou, com duas facas uma em cada mão e os matou numa só facada cada um. Aurélia que veio como um anjo da guarda para amar e salvar Eduardo, Eduardo que nasceu para amar, ser cuidado e amado por Aurélia, morreram felizes um nos braços do outro, e voltaram para o céu juntos.
Os homens rudes e maus são muitos, já os anjos...são mais ainda!
ResponderExcluiracredito nos anjos-pessoas.
acredito no amor ao próximo.
a bondade sustenta o mundo.