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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Terra molhada e o Peixango

 Bela, tranquila, mãe, rica ou talvez pobre, essas são as poucas qualidades que podem ser dadas a natureza. Minha avó me chamou para ir à roça com ela e meu avô, à fim de que eu os ajudasse com algumas coisas, teriamos que sair cedo na manhã do dia seguinte, dormi cedo para descansar e poder no outro dia ir juntamente com meus avós à roça. Às sete e meia da manhã fomos para a roça de carroça, para quem não conheçe, o nome já diz muita coisa "car" é o mesmo que carro e "roça" é o mesmo que campo, pedaços de terras. Então carroça é um automóvel para ir a roça, enfim.
 Fomos para a roça e no meio do caminho tinham flores, muitas flores de diversas cores e tamanhos, mas no meio de tantas flores tinha apenas uma de cor azul, ela era tão mais tão bela que se destacava perante as outras. Fiquei olhando para ela até quando a carroça passou à frente e não pude vê-la mais, mesmo assim continuei a olhar para a beleza daquela estrada que tanto passei mas nunca tiverá observado a sua riqueza e a terra natalícia que possuiam. O dia estava nublado e os pássaros bricavam mesmo diante do branco predominante dos céus, pareciam sorrir sem disfarces ou dissimulações, a carroça não cessava de andar e tudo passava lentamente de acordo com o movimento e aceleração que o "burro" andava, cada vez mais iamos ficando mais perto da roça e depois de muito ver, chegamos.
  Foi um alívio ter chegado agora poderia descançar em meio a verde mata que rutilava ao meu redor, como ela é bonita. Começei a limpar a casa e a varrer seu terreiro, aqui, acolá comia alguma coisinha para enganar e matar a pouca fome que sentia, ouvia a música que os pássaros faziam, os patos dançavam ao seu som e eu ria deles. Terminamos de varrer tudo eu e meu primo que teria ido junto conosco, era chegada a hora do almoço e comemos leite com café, assim digo pois tinha mais leite do que café e ficou um pouco branco, mais ums pedaços de aipim cozido e frio. Não era lá a melhor comida do mundo, mas na hora da fome comemos muito.
 Depois de em média uma hora sentimos fome e cansaço, e fomos embora a pé, pois nossos avós ainda iriam demorar, grandes seis quilômetros se passaram lentamente mas serviram muito, a terra estava molhada e cheirosa, o mato estava cheirando muito bem, as flores? Também, demos muitas risadarias e conversamos bastante. Quando passavamos num povoado, tinha um tanque, um galo e umas galinhas, ai o meu primo disse:
  - Imagina se o galo fosse um peixe com pontas de boi?! O nome dele seria Peixango!
Tudo o que fiz foi sorrir a todo tempo, mas a imaginação e o pensamento dele foi totalmente ubertoso, muito cômico. Continuei andando e pensando no Peixango que vimos, quer dizer, vimos não, imaginamos. Fui para a casa de meu tio almoçar pois era mais perto e estavamos com muita fome, comemos e fomos para a minha casa, eu estava "podre" não podre deteriorada mas fétida, exalava um odor horrível. Tomei um ótimo banho e descansei, dei Glória ao Senhor por isso. Não vou dizer que este texto foi uma história real, por que foi baseado numa delas, mas dar-lhe-ei um nome imaginário, não consigo pensar no momento um se quer de cansaço que ainda sinto.

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