Na Caatinga o homem chora. O boi que morreu de sede. A roça que era verde. A seca torrou garrancho. Riacho virou caminho. De pedras ardendo em fogo. No poço secou a água. Menino morreu sem nome. Exposição do Acervo "Natureza nossa" por Jorge Nunes, grande amigo. Espero que gostem! Valente e Bahia.
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segunda-feira, 28 de março de 2011
Aranhas felizes
Talvez seja por causa dos motores dos carros, mas é extranho como aqui é mais empoeirado do que o sertão e do que o meu guarda-roupa, ele está lá, no sertão e na miséra solidão, à toa, ao léo. Teias e mais teias de aranha estão, e estão por vir. Entendo que... Ah não sei; mas eu sei que quero mais paz, quero estar no ponto do equilíbrio, para permitir que a felicidade venha e fique, não tendo carne de sol, farofa da boa e acarajé tudo fica um pouco mais difícil, mas a felicidade vem sim, ai se vem, Bahia longe, sertão longe, calor bom. Longe; mas em espirito tudo fica mais perto. Acolá eu queria estar, mas é difícil como tudo também é. E enfrentai, enfrentai sim a falta de carne seca, seca do calor do sertão, falta do dendê de baiana, falta da graça e benevolência de baiana, ou não "heim bixinha". Aqui está a graça e benevolência, essa filantropia nêga, essa filantropia é boa e não acaba. E ai dela que se ouse, empreenda ausadia e a coisa ta feita. Ela vai durar e perdurar, por que a paz está comigo e com todos e só usufrui-la. Goze da felicidade e dos momentos por ela proporcionado e leve tudo na esportiva por que a poeira é o que menos importa, as aranhas do guarda-roupa estão felizes.
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