Na Caatinga o homem chora. O boi que morreu de sede. A roça que era verde. A seca torrou garrancho. Riacho virou caminho. De pedras ardendo em fogo. No poço secou a água. Menino morreu sem nome. Exposição do Acervo "Natureza nossa" por Jorge Nunes, grande amigo. Espero que gostem! Valente e Bahia.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
A meiguice dos olhos
A flor, bolha de sabão, é dizem que não é bom facilitar com a palavra... nem vou escrever ou até mesmo descreve-la, nem há necessidade, enfim. A flor que de textura não faltava os sentidos. O toque, o cheiro, o som, a beleza, o sabor, ai suas petálas... Suspiros. Nem boto entre parênteses para ter mais ênfase, é verdade, a flor que parece gente, que na carência de toda manhã pedia o carinho soltando de si seu cheiro e sentidos, me encantou e foi encantada, era como se fossemos feitos uma para a outra, ai de mim se aquela flor não secasse, eu estava estagnada na primavera, primavera e verão. Mais o vento a levou embora consigo e nem deixou se quer uma petála, e agora só acho que ela secou, mas somente só. "Assim vou me chamar, assim você vai ser", não, assim eu vou ser, só, como um pássaro em bando. Ando, ando e os por quês vão me fazendo companhia, pergunto por que o vento concorre comigo, e a resposta?! Não é dada a ninguém, um mistério, um mar de contradições fazem o som das ondas fortes da madrugada batendo, e talvez aquela flor esteja lá no balanço daquele mar olhando o lindo e não esteja feliz, por que não tem o carinho da manhã, o sal lhe seca... Ai nem sei. Só a meguice dos olhos pode dizer se conseguirei ficar estagnada no outono frio. E também só ela podera me levar a primavera/verão.
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