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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Trêmula, gélida e pálida, amor paterno.

 Eu saí correndo a gritar e chorar, parecia um sonho ou um filme, não sei, foi ontem as vinte e três horas, eu estava desesperada, preocupada, em carne trêmula, gélida, pálida. Ele não chegava eu não o vi até então. Muitos dias vivi sofrendo e ainda estou pois, aonde ele está? O que está fazendo? com quem está? Bom não sei onde ele está, o que está fazendo é obvio, com quem está também não sei, só resta-me preocupação, e peço todos os dias para que Deus traga-o de volta pra mim, tenho medo que vire uma estrela, gosto das estrelas e tenho medo delas. O obvio é mais perto do possivel. E depois de tanto olhar o horizonte, para um carro na esquina e o deixa lá, ele vem a respirar, eu ofegante abro a porta e espero ele com um sorriso chorante, um alívio no peito, paro de chorar e de tremer aos poucos. Tudo isso acontece por amor. Ultimamente as pessoas me perguntam porque que estou assim, e eu não respondo, ou quando rio é um riso falso. Nada, mais nada mesmo me alegra. Preciso buscar a felicidade, tratar do pai, aquele que amo. Por isso que quando me oferecem algum tipo de álcool eu rejeito com prazer.

Um comentário:

  1. Entendo isso Nana, como entendo.
    Poucos vão ler isso e saber por tudo o que vc viveu em relação a isso.
    Pai. Essa palavra tem um significado forte demais para mim.

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