
Na minha pequenez eu sonhava com fadas madrinhas vivia num mundo fantástico, de sonhos e idéais, a minha fada madrinha dormia toda noite na minha mochila de carrinho, da Barbie, eu só via a luz que irradiava da fadinha, ela era como a fada da cinderela, só que não era da cinderela e sim minha, estava no quarto deitada, quando pedia alguma coisa a fada realizava, "BUM" eu estava agora num pedaço de mar em um barco a deriva, o mar tão lindo, mais bonito que um aquário quando não se tem um mar para apreciar, recebendo a energia e força irradiada pela lua, quase azul da cor do céu, ou branca da cor das nuvens, sei que o mar, o céu, estavam lindos, o ar estava fresco e agradável, vivia ali como um real não dinheiro, mas um real, um real sonho, uma realidade mistériosa... A fada não me levou embora dali ainda, queria que aparecece um livro em branco para que podesse escrever tudo o que sentia no momento, que não era pouco, suponho que tudo o que tinha em mente era de deixar qualquer um pasmado iria encher as muitas páginas daquele livro, lá num pedaço de mar num barco, eu estava grande. Adolescente, cheia de crises psiquícas, ilusões, amores, mudanças e transformações. Diferente da realidade, da menininha pequenininha, bonitinha, queridinha por todos os adultos, as vezes brutinha mas só quando tinha motivo. No sonho, na viagem tudo o que mais desejava era o livro mas não era possível, então deitei no barco o vento esfriava e eu iria ficar resfriada, do meu lado tinha um lençol de lã, aquecia muito bem, sintia e via naquilo tudo o tanto de amor que a minha fada sentia por mim, mas se ela me ama tanto e queria que eu vivesse isto, será que ela não deixou o livro em algum lugar? Levantei as pressas, chega cai de tanta rapidez, mas levantei devagar para ter certeza que não ficaria tonta outra vez, entrei no barco e o livro brilhava, parecia coisa de filme, cinema ou coisa assim, mas se era, não é mesmo?! Parece que estou ficando louca com este mundo fantasioso e belo, mas acabaria me acostumando ou não pois quando virar adolescente de verdade não iria ter um fada madrinha mais, encontrei um livro antigo, mas branquinho, branquinho.
Agora poderia escrever tudo o que imaginava, a beleza e serenidade do céu, o som e grandeza do mar, o tato e a força do ar que passava por ali naqueles momentos ilustres.
Escrevi tudo o que cabia e que bem entendia sobre aquelas formas e poder ou formas de poder, viver, crescer ali naquele barco seria legal, mas a viagem estava acabando e eu já estava com fome, sera que lá na minha caminha quentinha, aquela menininha estava também com fome? Não sei explicar, vai ver ela está com fome e estou sentindo o mesmo que ela, já deve estar na hora do gagau. Até a próxima mundo lindo... Ai já cheguei nem deu tempo me despedir de todos daquele mundo, mas não tem problema, um dia voltarei lá, obrigada a minha fadinha por esta linda viagem, eu gosto quando você me proporciona essas viagens legais assim. Boa noite e dorme bem ai dentro da mochila, vou até trancar para minha mãe ver que tenho uma fada, ela vai achar que estou louca, mas louca mesmo, sabe?
Consigo enxergar a Nana Banana de 3 anos de idade, a mochila da barbie, o quarto, o sonho, você.
ResponderExcluirDentro de você ainda está essa menininha, pode crer.
risos, verdade.
ResponderExcluirQue lindo Iana,Bia merece o carinho de todos pois ela é como um anjo,entenda que essa doença gera uma irritabilidade muito grande,seja tolerante.
ResponderExcluirAh... estás escrevendo muito bem,parabéns!
Bjs,querida
Começando a bricar com as palavras em? Parabéns filha, continue escrevendo e escrevendo e escrevendo mais, ao final seu produto será perfeito!! Amo.
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